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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Graça Infinita

Pára tudo!

Chegou!

Finalmente!

Com todas essas exclamações, o Fitzgerald já teria me chutado de sua classe de literatura. Sorte que lá não estou, se é que ele teve alguma.

Mas o que interessa é que chegou, chegou o novo, não tão novo, livro do DFW, D de David, F de Fucking, W de Weird.

Mentira. F de Foster e W de Wallace,

Graça Infinita é um calhamaço de mais de mil páginas que conta a história de um filme tão engraçado, que as pessoas o assistiam em loop, até morrerem de inanição ou exaustão.

A Luiza não tem mais para onde ir, já que o Canadá acabou, na fusão com os Estados Unidos, formando a Organização da Nações Norte-Americanas, a ONAN. Trocadilho intencional.

Os filhos do criador de Graça Infinita, Hal, Orin e Mario Incandenza, tentam encontrar o sentido da existência, enquanto governos e terroristas tentam usar o filme como arma de guerra. Algo como a piada mais engraçada do mundo.

Esse é o resumo do resumo do plot, já que ele tem diversas histórias paralelas, contadas com toda a técnica do mestre das notas de pé de página.

E esse, pelo visto, será o primeiro e único livro que comprarei em pré-venda.









quinta-feira, 9 de outubro de 2014

E o Nobel de Literatura 2014 vai para...

Patrick Modiano.
[...]
Tem algum livro dele em português?
[...]
Até tem. Alguns.

Ronda Noturna, Meninos Valentes, Dora Bruder, Vila Triste, mais alguns outros e o que tem o nome mais sensacional de todos: Filomena Firmeza.

Definitivamente esse eu não vou ler.

O livro pode ser até bom, editado pela Cosac & Naify, mas que nomezinho desgraçado de ruim.

Podem me chamar de preconceituoso. Sim, eu assumo: Já deixei de ler livros por conta da capa ou do título mal traduzido. Coisa minha, desculpe, mas para isso chamo Mário Quintana para me defender.
Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!
Mesma coisa para livros com títulos ruins.

Pra falar a verdade, eu bem esperava que dessem o dinheiro e o prêmio para o Milan Kundera.

Além de todos os seus livros, ótimos por sinal, nenhum outro escritor teve cojones de fazer um médico mijar na pia do banheiro.

sábado, 7 de junho de 2014

Não na minha estante

Dando uma zapeada pelo app da BBC News, topo com uma notícia no mínimo insólita. A Houghton Library de Harvard possui um livro encadernado em pele humana.

O volume é uma cópia do livro de Arsène Houssaye Des destinées de l’ame, um livro que trata da alma e da vida após a morte.

Presenteado pelo autor, o Dr. Ludovic Bouland, que evidentemente não tinha mais nada para fazer, o encadernou com a pele das costas do cadáver não reclamado de uma paciente mental recém-falecida. Uma nota do médico inserida no livro diz claramente qual é a matéria-prima utilizada. Finalmente, através de diversos testes, a origem da capa foi devidamente comprovada.

Embora bem perturbador, a encadernação com pele humana já foi comum na Idade Média, assim como execuções na fogueira e a Peste.

Esse livro definitivamente eu não compraria.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Brasil entre os grandes (mas não onde queríamos)

Saiu uma lista muito legal sobre quem lê mais, ouve mais rádio, usa mais Internet e assiste mais televisão no mundo. Como o blog é de literatura e afins, vamos focar no que interessa.

O bom: Estamos na frente de Taiwan, Japão e Coréia do Sul.

O ruim: Estamos entre os piores índices de leitura do mundo, com a média per capita semanal de 05:12.

O péssimo: Estamos tomando um sacode da Tailândia e da Argentina.



Fonte: http://www.prnewswire.com/news-releases/nop-world-culture-scoretm-index-examines-global-media-habits-uncovers-whos-tuning-in-logging-on-and-hitting-the-books-54693752.html

Fonte do mapa:  @AmazingMaps


sábado, 28 de dezembro de 2013

Sherlock e Watson em domínio público.

Os fãs de Sherlock e seu cachimbo podem comemorar (ou arrancar as unhas em desespero). Ele e Watson estão livres para aventuras sem que nenhum centavo precise ser pago ao espólio de Arthur Conan Doyle, devido à uma decisão judicial de Rubén Castillo, no estado de Illinois.

Tem uma coisa: Somente os elementos da história anteriores a 1923 podem ser usados livremente. Alusões ao fato de Watson ter jogado rugby pelo Blackheath ou de ele ter uma segunda esposa (a primeira já devia estar cheia daquela história dele sair no meio da noite ou então do nada resolver ir acampar no mato com o Sherlock no fim de semana. Os vizinhos já estavam comentando.) não podem ser utilizados, mas provavelmente serão todos liberados até em 1927, data da última publicação original.

Agora é só aguardar a enxurrada: Sherlock e a criatura de Devonshire (spoiler: é um alien). Os mortos-vivos de Highlands Hospital (spoiler: zumbis). Os gêmeos de Perth (Esse é bom, acontece na Escócia, mas não deve fazer tanto sucesso porque esse assunto de clones já está meio batido. Na década de 90 iria arrebentar).

Fonte: Arts Beat.

domingo, 13 de outubro de 2013

Você conhece Christiane Felscherinow?

Se você está na casa dos 30 ou mais, provavelmente sim.

Ela foi muito conhecida no Brasil na década de 80, devido ao sucesso de sua chocante biografia.


Lembrou?

Na época, o livro causou furor, pelo menos entre os meus conhecidos (Não tínhamos internet, então os trending topics eram escola, bairro e casa da avó. Uma barra.), tinha mãe que jogava o livro fora quando a filha chegava com ele em casa, uma menina da minha sala teve o livro confiscado pela freira (alemã) supervisora da escola.

Aos 51 anos, ela lançou na feira de Frankfurt uma nova autobiografia, Mein zweites Leben, contando o que aconteceu após toda aquele fama na adolescência, quando ela foi a dependente química mais conhecida da Alemanha e virou até personagem principal de filme.

Recaída, abstinência, aventuras com famosos, uma passagem pela prisão e o nascimento de seu filho, são narrados de forma impiedosa por essa sobrevivente.


sábado, 14 de setembro de 2013

Enquanto agonizo no cinema

Finalmente!
Depois de um tenebroso inverno, com o cinema lançando ad nauseam adaptações numeradas de livros juvenis e quadrinhos(nada contra, só não me chame para assistir) e do Grande Gatsby (haja gin-tônica para esquecer), aparece uma adaptação que eu quero realmente conferir.

Pois é, As I Lay Dying ou Enquanto Agonizo, romance que foi considerado por muitos impossível de filmar, devido à inovadora técnica narrativa de Faulkner(em 1930), usando 15 personagens narrando cada um dos 59 capítulos através de seu próprio ponto de vista. Meio que um Rashomon elevado à 4ª ou 5ª potência. (Só pra comparar, sem desmerecer em nada o filmaço do Kurosawa.) Engraçado foi alguns podcasts colocando essa característica que aparece no livro Game of Thrones como uma super novidade.

Para quem não leu, o livro conta a saga da família Bundren, um bando de rednecks do condado de Yoknapatawpha, cuja matriarca, Addie, está morta. Ela entrou numa de ser enterrada em Jefferson junto de seus parentes e Anse, seu devotado, preguiçoso e burro que dá nojo marido resolve atendê-la.

Nada demais, se abstrairmos do fato de que eles estão à muitas léguas de beiço de Jefferson, o calor dos diabos que faz no Mississipi e a carroça sem geladeira para levar a defunta. Ou seja, um potencial maravilhoso para dar merda.

E tem uma das frases mais infames da literatura moderna, por Vardaman Bundren:

Minha mãe é um peixe.

Se isso faltar no filme eu paro de ver na hora.

Não faço ideia da técnica cinematográfica de Franco para reproduzir o ambiente estranho desse livro. O que sei é que as locações são no Mississipi. Ainda bem, porque ver um filme de Faulkner em Oklahoma ia ser muito frustrante. Sai em 23 de novembro nas gringas. Aqui, sabe Deus.

E pra acabar, tem o trailer.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

No soup for you, Kindle!

Por incrível que pareça, Stephen King, um dos pioneiros do livro digital, anunciou um apoio inusitado à venda de livros físicos e livrarias.

Foto por Penguino
Ele, que há 13 anos atrás vendeu em apenas 24 horas 400000 e-books da novela Riding the Bullet e subiu ao palco com Jeff Bezos para apresentar o Kindle 2, informou que seu novo livro Joyland não terá versão digital.

Entretanto parece que isso não vai ajudar muito as livrarias: o livro qua vai sair em 4 de junho já está em pré-venda na Amazon.

Seu próximo lançamento será o esperado Doctor Sleep, um prequel para o excelente O Iluminado, de 1977, que sairá em 24 de setembro nos States.

Para esse, não sabe ainda se haverá uma versão digital, o que é bem provável.

domingo, 5 de maio de 2013

Uma nova Grey no mercado literário

A esfuziante Sasha Grey não para de surpreender.

Aos 25 anos e depois de 5 na indústria pornográfica, com a invejável(?) participação em 271 produções, o que dá (e como dá) cerca de 1 filme por semana (sem férias), dirigir 3 deles, ler para crianças em uma escola infantil e gerar protestos das mães invejosas conservadoras, participar da série Entourage, 12 filmes mainstream e um photo-book, agora ela chega com uma nova surpresa, a novela erótica The Juliette Society, sobre a entrada de uma mulher em um sex-club exclusivo e altamente secreto.

Nessa foto ela está vestida.
Diferentemente de EL James (ou não), ela participou ativamente (e passivamente) da cena BDSM. Com um currículo bem diversificado, tem 65 indicações e 14 prêmios do cinema(?) adulto pelas suas performances nada convencionais. Ou seja, seus personagens podem ser tudo, menos pouco embasados. Além disso, ela domina (esse é o termo) todas as expertises relacionadas ao assunto, inclusive o toilet licking(quem quiser procura no Google, mas eu não aconselho).

Em tempo, Hollywood já comprou os direitos 

A capa é discreta.


Bom, eu não vou ler, mas quem quiser me contar e até dar alguns spoilers, fique à vontade.

O certo é que, se a carreira literária dela for tão prolífica quanto a anterior, então teremos um novo Georges Simenon, sendo que ela também pode se gabar de ter se deitado com 10.000 pessoas diferentes.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Agora a briga ficou boa

As empresas estão se reposicionando no mercado nacional de ebooks.

Chegou pelo twitter oficial da Livraria Cultura a notícia de que foram lançados no Brasil o KoboGlo, que permite ler no escuro e o KoboMini, que tem um preço praticamente igual ao do Kindle, graças à sua tela menor e a não existência de um slot para cartão SD.

A briga pelo mercado promissor(?) de ebooks no Brasil está esquentando. Vamos ver quanto tempo a Amazon vai demorar a responder lançando mais modelos do Kindle aqui no Brasil.

Mais detalhes aqui.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Amazon já está no Brasil

Como quem não quer nada, busquei hoje no Google: Amazon no Brasil. Qual não foi minha surpresa de que o site já estava online.
Finalmente a Amazon chega ao Brasil. Bem, mais ou menos. Por enquanto só temos ebooks e o Kindle... Bem, o Kindle chega nas próximas semanas com o preço sugerido de R$299,00.

Meio caro, mas já que a Amazon.com está tributando tudo e a Amazon britânica não entrega o Kindle no Brasil ficamos reféns, ou então quem tem a sorte de ter um portador pode comprar lá fora um modelo melhor bem mais barato.

Essa foi uma resposta meio tímida à iniciativa da Livraria Cultura, que já tem o Kobo Touch por R$400,00. O bom foi que aparentemente tivemos uma pequena melhora nos preços, já que tenho visto o Kindle Touch usado sendo vendido por R$500,00 sem o frete.

Agora, de minha parte fica uma dúvida: Qual é o melhor custo-benefício?
Quem souber, comenta aí, que por enquanto eu vou lendo no bom e velho papel.

domingo, 11 de novembro de 2012

Philip Roth se aposenta

E perdemos mais um grande autor. Philip Roth, 79 anos, autor de 'O Complexo de Portnoy', 'Operação Shylock' e de diversos outros romances, anunciou mês passado em uma entrevista ao Les Inrocks que iria se aposentar.
To tell you the truth, I’m done.
Aclamado autor americano de origem judaica, desde 1960 vem acumulando os mais diversos prêmios literários, como o National Book Award, PEN/Faulkner Award, Pulitzer, Man Booker e outros.

Ele disse que aos 74, ao perceber que estava ficando sem tempo, releu todos os seus livros e os releu novamente na ordem cronológica inversa, para saber se tinha desperdiçado seu tempo escrevendo.

Citando o pugilista Joe Louis, ele disse que fez o melhor que pode com o que tinha, e agora não quer mais escrever, nem ler, pois já não sente o fanatismo de escrever o que tinha vivenciado.

Nêmesis é seu último livro publicado.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fusão: Penguin e Random House

Após a compra de 45% da Companhia das Letras pela inglesa Penguin Books, haverá mais uma fusão no mercado editorial. A Random House, controlada pela alemã Bertelsmann anunciou a sua fusão com a Penguin Books. A empresa alemã controlará 53% contra 47% da editora inglesa.

O faturamento anual da Random House é de £1.5 bilhão, enquanto a Penguin movimentou £1 bilhão no ano passado.  Com a aprovação das autoridades regulamentadoras, eles esperam fechar o negócio no segundo semestre do próximo ano.

As duas editoras estão entre as seis maiores, cuja fusão deverá criar o maior grupo editorial do mundo.

Thomas Rabe, chairman da Bertelsmann, afirmou que a fusão pode aumentar a presença do grupo na Índia, China e Brasil.

Fonte: The Guardian.