quarta-feira, 23 de julho de 2014
Perda 2
Estava todo empolgado para escrever um texto sobre o novo livro do Milan Kundera. E aí perdemos o Ariano Suassuna.
domingo, 20 de julho de 2014
Perda
E o João Ubaldo?
Como já dizia o velho Buk, o mundo é mesmo um saco de merda se rasgando. E não podemos salvá-lo.
Como já dizia o velho Buk, o mundo é mesmo um saco de merda se rasgando. E não podemos salvá-lo.
sábado, 7 de junho de 2014
Não na minha estante
Dando uma zapeada pelo app da BBC News, topo com uma notícia no mínimo insólita. A Houghton Library de Harvard possui um livro encadernado em pele humana.
O volume é uma cópia do livro de Arsène Houssaye Des destinées de l’ame, um livro que trata da alma e da vida após a morte.
Presenteado pelo autor, o Dr. Ludovic Bouland, que evidentemente não tinha mais nada para fazer, o encadernou com a pele das costas do cadáver não reclamado de uma paciente mental recém-falecida. Uma nota do médico inserida no livro diz claramente qual é a matéria-prima utilizada. Finalmente, através de diversos testes, a origem da capa foi devidamente comprovada.
Embora bem perturbador, a encadernação com pele humana já foi comum na Idade Média, assim como execuções na fogueira e a Peste.
Esse livro definitivamente eu não compraria.
O volume é uma cópia do livro de Arsène Houssaye Des destinées de l’ame, um livro que trata da alma e da vida após a morte.
Presenteado pelo autor, o Dr. Ludovic Bouland, que evidentemente não tinha mais nada para fazer, o encadernou com a pele das costas do cadáver não reclamado de uma paciente mental recém-falecida. Uma nota do médico inserida no livro diz claramente qual é a matéria-prima utilizada. Finalmente, através de diversos testes, a origem da capa foi devidamente comprovada.
Embora bem perturbador, a encadernação com pele humana já foi comum na Idade Média, assim como execuções na fogueira e a Peste.
Esse livro definitivamente eu não compraria.
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segunda-feira, 26 de maio de 2014
Lawrence Block e o clube
Depois de muito tempo, acho um novo autor novo. E de quebra: quero ler todos os seus livros.
Lawrence Block, escritor de romances policiais é o novo da estante.
Americano, dono de vários prêmios do gênero, entre os quais quatro Edgar Allan Poe, seis Shamus, dois Maltese Falcon, um Nero Wolfe, um Diamond Dagger e um Anthony.
Prolífico, com mais de quarenta obras, tem três personagens principais: Matthew Scudder, um ex-policial ex-alcoólatra e atual investigador particular. Evan Michael Tanner, um veterano da Guerra da Coréia que após um acidente, não consegue dormir e Bernie Rhodenbarr, um gentil ladrão.
Também é autor de não-ficção, como os seus livros para escritores como A Bíblia do Mentiroso e Contando Mentiras por Diversão e Lucro(tradução livre minha), ambos não publicados no Brasil (uma pena).
Meu primeiro contato com ele foi em uma feira de livros usados, em Volta Redonda onde o desdenhei miseravelmente O Ladrão que achava que era Bogart em favor de O Homem Magro, de Dashiell Hammett. Uma troca justa.
Achei na Livraria Flamingo, do nice guy Clóvis, o livro Uma longa fila de homens mortos, uma das aventuras de Scudder.
Em 2 minutos decidi a compra. Motivo 1: Tem um alcoólatra na jogada (Nick Charles, quem lembra?). Motivo 2: Tem muitos mortos envolvidos (Philip Marlowe, alguém?). Paguei 8 reais e partiu alegria.
Matthew Scudder é procurado por Lew Hildebrand, um dos membros do grupo dos 31,uma associação de 31 homens bem sucedidos cuja única atividade é se reunir anualmente em um restaurante, ler a lista dos mortos do ano anterior e contar aos outros membros sobre sua vida atual.
O último membro vivo tem a missão de convocar uma reunião com 30 novos membros e perpetuar o clube. Só que parece que alguém está lentamente eliminando todos os membros.
Agora só falta comprar todos os livros de Block publicados pela Companhia das Letras e rezar para que eles publiquem logo o resto. De preferência com as capas originais que são maneiríssimas.
E outra, o Lawrence Block aparenta ser bem legal. Ou tem uma equipe de relações públicas bem preocupada com o leitor. A maioria dos comentários em seu site é respondida pelo autor (tomara que seja ele mesmo).
Lawrence Block, escritor de romances policiais é o novo da estante.
Americano, dono de vários prêmios do gênero, entre os quais quatro Edgar Allan Poe, seis Shamus, dois Maltese Falcon, um Nero Wolfe, um Diamond Dagger e um Anthony.
Prolífico, com mais de quarenta obras, tem três personagens principais: Matthew Scudder, um ex-policial ex-alcoólatra e atual investigador particular. Evan Michael Tanner, um veterano da Guerra da Coréia que após um acidente, não consegue dormir e Bernie Rhodenbarr, um gentil ladrão.
Também é autor de não-ficção, como os seus livros para escritores como A Bíblia do Mentiroso e Contando Mentiras por Diversão e Lucro(tradução livre minha), ambos não publicados no Brasil (uma pena).
Meu primeiro contato com ele foi em uma feira de livros usados, em Volta Redonda onde o desdenhei miseravelmente O Ladrão que achava que era Bogart em favor de O Homem Magro, de Dashiell Hammett. Uma troca justa.
Achei na Livraria Flamingo, do nice guy Clóvis, o livro Uma longa fila de homens mortos, uma das aventuras de Scudder.
Em 2 minutos decidi a compra. Motivo 1: Tem um alcoólatra na jogada (Nick Charles, quem lembra?). Motivo 2: Tem muitos mortos envolvidos (Philip Marlowe, alguém?). Paguei 8 reais e partiu alegria.
Matthew Scudder é procurado por Lew Hildebrand, um dos membros do grupo dos 31,uma associação de 31 homens bem sucedidos cuja única atividade é se reunir anualmente em um restaurante, ler a lista dos mortos do ano anterior e contar aos outros membros sobre sua vida atual.
O último membro vivo tem a missão de convocar uma reunião com 30 novos membros e perpetuar o clube. Só que parece que alguém está lentamente eliminando todos os membros.
Agora só falta comprar todos os livros de Block publicados pela Companhia das Letras e rezar para que eles publiquem logo o resto. De preferência com as capas originais que são maneiríssimas.
E outra, o Lawrence Block aparenta ser bem legal. Ou tem uma equipe de relações públicas bem preocupada com o leitor. A maioria dos comentários em seu site é respondida pelo autor (tomara que seja ele mesmo).
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Novos ares
De vez em quando, parece que a literatura já não nos apetece. Nada disso.
Normalmente é que lemos tanto de um mesmo autor ou estilo, que tudo nos parece apenas mais do mesmo. É preciso sair da zona de conforto e ver algo realmente novo. Novo, não mais recente. The Canterbury Tales foi publicado em 1475 e para mim continua novo.
Após uma breve passagem pelo ultra-realismo de Céline, a escrita telegráfica de Ellroy e o cinismo de Chandler me pergunto: E agora?
De Faulkner falta pouca coisa. Uma Fábula está na estante mas o estilo é tão prolixo que não tem como lê-lo em um ônibus sacolejante em tiros de 40 minutos. Fica pras férias. Eu sei que Faulkner é faulknerianamente prolixo, mas parece que em Uma Fábula ele perdeu a mão.
Isaac Bashevis Singer é ótimo, mas ainda estou na ressaca de O Solar.
Bukowski é bom, mas acabei há pouco de ler Céline, que é o Bukowski com mais páginas.
Tem a Riplíada para terminar, mas...
Estou indeciso entre Virginia Woolf, Philip Roth ou Proust, mas qual?
Orlando, Adeus, Columbus ou O Caminho de Swann???
Dúvida difícil, mas boa, já que mostra que tenho recursos para comprar suficientes livros e tempo livre para lê-los. O que não ajuda em nada a resolvê-la.
Em tempo: E mais um dos grandes se vai... Adiós, Gabo.
Normalmente é que lemos tanto de um mesmo autor ou estilo, que tudo nos parece apenas mais do mesmo. É preciso sair da zona de conforto e ver algo realmente novo. Novo, não mais recente. The Canterbury Tales foi publicado em 1475 e para mim continua novo.
Após uma breve passagem pelo ultra-realismo de Céline, a escrita telegráfica de Ellroy e o cinismo de Chandler me pergunto: E agora?
De Faulkner falta pouca coisa. Uma Fábula está na estante mas o estilo é tão prolixo que não tem como lê-lo em um ônibus sacolejante em tiros de 40 minutos. Fica pras férias. Eu sei que Faulkner é faulknerianamente prolixo, mas parece que em Uma Fábula ele perdeu a mão.
Isaac Bashevis Singer é ótimo, mas ainda estou na ressaca de O Solar.
Bukowski é bom, mas acabei há pouco de ler Céline, que é o Bukowski com mais páginas.
Tem a Riplíada para terminar, mas...
Estou indeciso entre Virginia Woolf, Philip Roth ou Proust, mas qual?
Orlando, Adeus, Columbus ou O Caminho de Swann???
Dúvida difícil, mas boa, já que mostra que tenho recursos para comprar suficientes livros e tempo livre para lê-los. O que não ajuda em nada a resolvê-la.
Em tempo: E mais um dos grandes se vai... Adiós, Gabo.