quinta-feira, 6 de junho de 2013

Lendo no ônibus



Esse sou eu.
Vocês não tem idéia do sofrimento que é fazer uma viagem de ônibus sem um livro à mão.

Achado na página do Lombadas Sebo Virtual.
Vou ver se compro algo lá.

domingo, 2 de junho de 2013

Sebos na Tiradentes e arredores

Rio. Praça Tiradentes. Um monte de livros em volta. E claro, diversão garantida e muitas dúvidas sobre o que levar e o que deixar por lá.

Resultado do saque.

Livraria Marins. Sebo simpático, com cara de biblioteca de escola. Arrumadinho e bem limpo. Achei muitas coisas lá. A Fábula, do Faulkner, que deixei lá por conta da capa descolando. E o Infância de Gorki, que deixei lá não sei porque.

Lá vi uma biografia do Sartre, um calhamaço bem caro (70 reais), que lá ficou e uma coleção de 8 volumes do Alexandre Dumas, de 1967 por 700 reais que a menos que aconteça algo muito fora do comum, não virá para a minha biblioteca.

De lá trouxe Almas Mortas de Tolstói e um livrinho do Garfield de 1981, coisa linda, para o Attila. Tinha muito mais coisas, mas o tempo era curto. Merda.

O outro foi o Academia do Saber, na rua Luiz de Camões. Tem outro na Constituição e mais um na Avenida Passos.

Logo que você chega, é saudado por uma muralha de Westeros. Só que ela não é feita de gelo. Não sei porque está lá, mas aquela pilha tem fácil uns 3000 livros.

Fora o resto, todas as paredes lotadas, as estantes menores no meio do salão. E o segundo andar. Ali sim temos livros. Atrás das transbordantes prateleiras, temos livros empilhados horizontalmente. Uma farra.

Lá eu fiz um massacre nos livros do Isaac Bashevis Singer. Só sobrou lá o ótimo Breve Sexta-Feira, que tenho e já li. Também , com 20% de desconto na compra de 5 livros à vista ou no débito, ficou sussa. Além deles, trouxe o Homem que via o trem passar, do Georges Simenon, que já estava querendo há algum tempo.

Muito legal, mas demanda tempo ficar garimpando entre aquelas relíquias.

Sei que existem duas desgraças para o homem. Uma é aquela do Faulkner, que a única coisa que o homem pode fazer 8 horas por dia é trabalhar. E a outra é do Frank Zappa, do "so many books, so little time".

segunda-feira, 20 de maio de 2013

No soup for you, Kindle!

Por incrível que pareça, Stephen King, um dos pioneiros do livro digital, anunciou um apoio inusitado à venda de livros físicos e livrarias.

Foto por Penguino
Ele, que há 13 anos atrás vendeu em apenas 24 horas 400000 e-books da novela Riding the Bullet e subiu ao palco com Jeff Bezos para apresentar o Kindle 2, informou que seu novo livro Joyland não terá versão digital.

Entretanto parece que isso não vai ajudar muito as livrarias: o livro qua vai sair em 4 de junho já está em pré-venda na Amazon.

Seu próximo lançamento será o esperado Doctor Sleep, um prequel para o excelente O Iluminado, de 1977, que sairá em 24 de setembro nos States.

Para esse, não sabe ainda se haverá uma versão digital, o que é bem provável.

domingo, 19 de maio de 2013

O Faulkner de Bolso

Finalmente, chegou!


Com uma pequena espera de 2 semanas e poucos dias, diretamente dos States, chega o magnífico, inenarrável, crocante, alcoólico The Portable Faulkner!

O livro, bem, o livro está ok, mas a edição...

Acostumado com o padrão de qualidade Penguin-Companhia, papel pólen da Suzano, aquela coisa toda, PQP, nunca em todos os anos nessa indústria vital, comprei uma edição com um papel tão ruim. A capa parece impressa na minha inkjet de 5 anos atrás. Eles deveriam avisar que vinha em edição pulpback.

Ao que parece, após umas 3 leituras já vai dar para vendê-lo como relíquia de algum afundamento de navio.

O preço de capa é de 20 dólares. Eu paguei bem menos. Sem entrar em detalhes de custo de produção, câmbio, etc., fiquei pensando se livro vende pouco no Brasil porque é caro mesmo, ou é porque os possíveis leitores preferem ficar no Facebook ou gastar tudo em cerveja mesmo. Já comprei livros excelentes aqui mesmo, com material muito melhor por bem menos que isso.

Como não canso de falar, e escrever, Faulkner é, de longe o meu autor favorito, seguido de perto por Isaac Bashevis Singer e não tão de perto por Aldous Huxley.

Com uma introdução que esclarece aspectos importantes da vida e obra do autor e uma nota encabeçando cada seção, o livro tenta dar ordem cronológica e um sentido ao labirinto faulkneriano. Como no trecho abaixo, onde o editor dá uma possível explicação à dificuldade que sentimos ao ler seus livros.

Like Hawthorne, Faulkner is a solitary worker by choice, and he has done greats things not only with the double the pains to himself that they might have cost if produced in more genial circumstances, but sometimes also with double the pains to the reader.

Pode ser um ótimo aliado para o desbravamento da obra de Faulkner. Mas não leia o capítulo Dilsey antes de ler O Som e a Fúria. Ele é o capítulo final do livro e um grande spoiler.

domingo, 5 de maio de 2013

Uma nova Grey no mercado literário

A esfuziante Sasha Grey não para de surpreender.

Aos 25 anos e depois de 5 na indústria pornográfica, com a invejável(?) participação em 271 produções, o que dá (e como dá) cerca de 1 filme por semana (sem férias), dirigir 3 deles, ler para crianças em uma escola infantil e gerar protestos das mães invejosas conservadoras, participar da série Entourage, 12 filmes mainstream e um photo-book, agora ela chega com uma nova surpresa, a novela erótica The Juliette Society, sobre a entrada de uma mulher em um sex-club exclusivo e altamente secreto.

Nessa foto ela está vestida.
Diferentemente de EL James (ou não), ela participou ativamente (e passivamente) da cena BDSM. Com um currículo bem diversificado, tem 65 indicações e 14 prêmios do cinema(?) adulto pelas suas performances nada convencionais. Ou seja, seus personagens podem ser tudo, menos pouco embasados. Além disso, ela domina (esse é o termo) todas as expertises relacionadas ao assunto, inclusive o toilet licking(quem quiser procura no Google, mas eu não aconselho).

Em tempo, Hollywood já comprou os direitos 

A capa é discreta.


Bom, eu não vou ler, mas quem quiser me contar e até dar alguns spoilers, fique à vontade.

O certo é que, se a carreira literária dela for tão prolífica quanto a anterior, então teremos um novo Georges Simenon, sendo que ela também pode se gabar de ter se deitado com 10.000 pessoas diferentes.